Aluguel sem imobiliária: vantagens e desvantagens
Preparamos uma lista para proprietários e inquilinos com os prós e contras de se optar por alugar um imóvel residencial, com e sem a intermediação de uma imobiliária
Por Redação Em:

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Você vai alugar um imóvel pela primeira vez e não entendeu muito bem qual é o papel de uma imobiliária? E começou a se perguntar se ela é necessária? Este guia vai te ajudar a entender como funciona o aluguel com e sem uma imobiliária, e quais são os efeitos disso.
Primeiramente, vamos definir aqui o que é o processo de locação de imóveis residenciais e como ele é regulamentado. Quem possui um imóvel e pretende obter renda pelo aluguel do bem é chamado de proprietário ou locador. Na outra ponta, quem mora ou pretende viver em um imóvel que pertence a outra pessoa, pagando um valor para ter esse direito, é o inquilino ou locatário.
Essa relação é regulamentada por um contrato e pode ou não contar com o suporte de uma imobiliária ou empresa de corretagem. Nas duas situações, o processo de aluguel é regido pela Lei do Inquilinato, de 18 de outubro de 1991, que define direitos e deveres do locador e do locatário, proporcionando mais segurança para ambos. Alguns pontos da legislação foram revisados pela Lei 12.112, de 2009.
No modelo tradicional de locação residencial, o prazo regulamentado é de 30 meses, com possibilidade de rescisão sem multa a partir do 13º mês desde que isso seja permitido em contrato e haja aviso, com um mês de antecedência, por parte que quem decidir interromper o aluguel. Passados os 30 meses, a locação ocorre por tempo indeterminado.
Aluguel direto com proprietário

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Ao alugar um imóvel residencial diretamente com o dono, você poderá fechar o contrato mais rapidamente por não precisar cumprir etapas de segurança, tipicamente exigidas pela imobiliária.
Para o proprietário, a relação direta com o inquilino evita que seja necessário pagar à empresa de corretagem o valor correspondente ao primeiro aluguel. Esse pagamento é praxe e funciona como uma forma de ressarcir a imobiliária pelos seus gastos com anúncios da casa ou do apartamento, salários de funcionários responsáveis pelo contrato, vistoria e comissão de corretores.
Se a empresa intermediadora do processo de locação for também a administradora do aluguel ao longo da vigência do contrato, receberá do locador uma taxa que chega a até 10% do valor mensal acordado entre ele e o inquilino. É comum os proprietários embutirem essa taxa de administração no valor da locação, embora muitas vezes ela não apareça separadamente.
Algumas empresas de corretagem cobram taxas diferentes caso o proprietário faça a opção ou não pela exclusividade de divulgação do imóvel. Na imobiliária digital UBlink, a cobrança é de 8%, independentemente de a propriedade ter sido anunciada somente na nossa plataforma ou também em outras.
Além de não ter de arcar com a taxa de administração, há quem prefira fechar o acordo diretamente com o proprietário porque o modelo possibilita, muitas vezes, que o contrato não inclua a necessidade de garantia de pagamento, como fiador, seguro-fiança ou antecipação de três aluguéis.
Locação sem a intermediação de uma imobiliária: desvantagens

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Vamos abordar agora as desvantagens de não contar com o suporte de uma imobiliária na definição dos termos do contrato e na administração mensal do aluguel do bem.
Para começar, o aluguel sem a intermediação de uma empresa de corretagem oferece mais riscos ao locador e ao locatário.
Em alguns casos, proprietário e inquilino chegam a fazer “combinados de boca”, sem registrar, em contrato, todas as informações referentes a prazo de locação, tempo necessário para aviso da outra parte caso haja a decisão de romper o aluguel, valor, data de pagamento e qual será o índice de reajuste.
Quando não há a intermediação de uma imobiliária, a busca de um acordo é tipicamente mais desgastante em caso de conflitos entre proprietários e locatários.
Nem sempre o dono do imóvel e quem paga para morar na propriedade têm conhecimento da Lei do Inquilinato, o que pode tornar as discussões menos objetivas e mais emocionais, em caso de algum problema ou divergência.
Outro ponto muitas vezes negligenciado quando o dono do imóvel negocia a locação, diretamente, com um eventual inquilino é a questão da segurança. O risco pode ocorrer até quando há o suporte de uma empresa de corretagem, se não houver triagem de quem visita a propriedade. Uma visita pode ser usada, por exemplo, para facilitar o assalto a um condomínio residencial.
Na UBlink, o cuidado com segurança começa já na primeira visita do interessado ao imóvel, pois a entrada só é permitida depois da checagem dos dados do cliente pelo sistema de verificação da empresa Truora.
Uma boa intermediadora tem conhecimento da legislação e capacidade para checar a documentação das duas partes, antes mesmo de o contrato ser assinado. A UBlink conta com profissionais preparados e conhecedores de direitos e deveres do locador e do locatário. Aos proprietários, oferecemos a segurança de recebimento do aluguel mesmo se o inquilino não efetuar o pagamento.
Locatários de imóveis que contam com a administração da UBlink têm, mesmo depois da entrega das chaves, assistência oferecida pela startup.
Quem busca uma casa, um apartamento ou uma sala comercial sem a mediação de uma empresa de corretagem tem também a desvantagem de acessar um número muito menor de opções de imóveis no processo de procura. Já proprietários que anunciam por conta própria conseguem dar menos visibilidade a seus imóveis se decidem não ofertá-los por meio de uma imobiliária.
Uma empresa de corretagem assegura também que locador e inquilino contem com uma avaliação isenta das condições do imóvel antes e depois da locação. A vistoria é fundamental para que haja registro do estado da propriedade na entrada e na saída do locatário, e para definição de eventuais reparos que precisem ser feitos a partir da comparação das condições do imóvel nos dois momentos.
Em um acordo sem a intermediação de uma imobiliária, o proprietário tem mais riscos também porque os contratos são fechados, muitas vezes, sem que haja algum tipo de garantia para o locador caso o pagamento do aluguel não seja feito.
Qual a chance de ocorrerem problemas ao se locar sem uma imobiliária?

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Informações levantadas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e divulgadas pelo Secovi-SP apontam que o número de ações locatícias protocoladas na capital paulista, em novembro de 2022, aumentou 59,8%, na comparação anual, e cresceu 19,5% em relação a outubro.
Segundo a pesquisa, as ações por falta de pagamento de aluguel responderam por 86,9% do total, seguidas por ações ordinárias/despejo, com participação de 6,9%, por ações renovatórias, com 5,5%, e consignatórias (quando há discordância de valores de aluguel e encargos), com 0,7%.
Para mais dicas sobre o mercado imobiliário, acompanhe o Blog da UBlink.
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